59º Dia – Arequipa (City tour-Monastério Santa Catalina-Museu Santuarios Andinos) – em trânsito para Lima

Arequipa possui umas 3 empresas que fazem city tour em ônibus estilo double-decker inglês. Compramos o nosso da Bustour na própria agência Colca Trek. O nosso tour era o mais compacto e durou 2 horas e meia. O tour mais longo levaria 4 horas e tínhamos outras coisas para fazermos durante o dia antes de partirmos para Lima, portanto optamos pelo mais compacto.

O café da manhã do nosso hostal, assim como de muitos outros, é feito no terraço do prédio. Muito legal a ideia de se aproveitar estes espaços, pois se tem a visão dos vulcões El Misti, Chachani e Pichu Pichu de vários pontos da cidade. Tomamos o nosso café e saímos para o tour que começou às 9:15.

Passamos inicialmente na região do Centro Histórico. Muitas construções são feitas de “sillar” que é uma típica rocha vulcânica local branca, por isso Arequipa também é conhecida como “cidade branca”.

Plaza de Armas com a Catedral ao fundo
Portais ao redor da Plaza de Armas com lojas e restaurantes
Catedral de Arequipa
Rio que atravessa Arequipa

Saindo da região central, chegamos no Mirador Carmen Alto, onde pudemos ter uma visão magnífica dos vulcões que cercam a cidade.

Vista à partir do Mirador Carmen Alto
Vulcão Misti ao fundo

Na sequência, a próxima parada foi na Plaza & Mirador Yanahuara. Lugar turístico especialmente por seus arcos.

Entalhe no tronco de árvore na Plaza & Mirador Yanahuara
Mirador Yanahuara com Vulcão Misti ao fundo
Vista à partir do Mirador Yanahuara

O ônibus parou também na fábrica Incalpaca que possui uma loja de artigos de lã de alpaca e um mini zoológico.

Os últimos dois pontos foram o Distrito de Sachaca que possui muitas áreas cultivadas e o Balneario de Tingo que é um antigo lugar com piscinas públicas que os arequipenhos frequentavam antigamente.

Descemos na Plaza de Armas e seguimos até o Monastério Santa Catalina. Optamos por fazer uma visita guiada que foi feita apenas para nós dois naquele momento. Tem coisas da história deste monastério, e provavelmente foi similar em outros no século XV, que são muito chocantes para a nossa cultura atual. Segundo nos contou a guia, somente famílias muito abastadas poderiam colocar as filhas neste monastério. A segunda filha de um casal era a escolhida para viver em clausura e rezar pela família até o final dos seus dias. Os quartos que vimos tinham cozinhas individuais. A guia nos perguntou se achávamos que as freiras sabiam cozinhar. Deduzimos que sim. Para nossa surpresa, a resposta foi negativa. Como eram de famílias abastadas, elas somente sabiam bordar, tocar algum instrumento e cantar. Então, como faziam para comer? Agora a parte chocante: elas tinham serviçais e escravas trazidas de casa que acabavam enclausuradas como elas! Traziam também o luxo que dispunham em casa como conjuntos de porcelana inglesa, faqueiros de prata e cortinas de seda, entre outras coisas. Outra coisa chocante foi o fato das famílias colocarem no convento outras filhas na faixa dos 5 aos 12 anos quando, então, retornavam para casa e eram casadas com homens por vezes 30 anos mais velhos.

Pelos anos de 1800, o papa da época, Pio IX, havia escutado que o monastério funcionava mais como um clube social do que um convento. Resolveu fazer reformas radicais, dispensando as serventes e escravas, e as enclausuradas tiveram que trabalhar. Hoje em dia, as freiras entram na congregação por livre e espontânea vontade.

O monastério tem 20 mil m² – é uma cidadezinha dentro de Arequipa, com ruas, pracinhas e fontes. Tudo bonito e bem conservado com o dinheiro arrecadado da grande visitação diária.

Monastério Santa Catalina
Monastério Santa Catalina
Monastério Santa Catalina – Quartos com camas sob arcos devido aos sismos
Monastério Santa Catalina – Cozinha junto aos quartos
Monastério Santa Catalina
Monastério Santa Catalina
Monastério Santa Catalina – Área de lavagem de roupas
Monastério Santa Catalina
Monastério Santa Catalina – Vista externa

Feita a visita, fomos almoçar e, em seguida, visitamos o Museu Santuários Andinos que teve como ápice a visita à “Juanita”, assim denominada menina congelada encontrada a mais de 6 mil metros de altitude na montanha Ampato e muito bem conservada apesar de seus mais de 500 anos. Ela, assim como outras crianças, foram encontradas nestas montanhas e fizeram parte de rituais incas. No museu, Juanita é conservada numa caixa de vidro com pouquíssima iluminação a -22°C. Não são permitidas fotos dentro do museu.

Andamos mais um pouco pelo centro histórico para tirar mais algumas fotos.

Claustros de La Compañia – Hoje várias lojas estão instaladas

Nos dirigimos até o hostal para pegar a nossa bagagem e aguardar um táxi para nos levar ao terminal Terrapuerto de onde partiria o nosso ônibus Oltursa. Como havíamos comprado a passagem pela internet, nos apresentamos mais cedo. Esta empresa, assim como outras companhias grandes, faz o check-in como as empresas aéreas. Pudemos usufruir da sala de espera da empresa com tv, wifi e chá e refrigerantes.

O nosso ônibus partiu às 18:30 para Lima. A rodomoça passou oferecendo livros e fones de ouvido. O filme passado foi ruinzinho, mas a janta das 20:00 estava boa. Dormimos cedo.

Adios, Arequipa!

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